Que tal incorporar óleo na sua rotina de maquiagem? Sergio Lopez-Rivera, maquiador de Annalise Keating, personagem de Viola Davis na série How To Get Away With Murder, revelou que ele usa um óleo na preparação de pele da atriz. Mas então surge a dúvida, será que óleo na pele funciona mesmo? 

O óleo tem várias funções, desde tratamento facial até mudar o acabamento da base. Talvez você fique com o pé atrás pra inserir esse produto em sua rotina de cuidados porque, sim, a pele negra costuma ser mais oleosa, mas não precisa ter medo.

Quer um incentivo? Sergio, que também é chefe de maquiagem da série How To Get Away With Murder e The Catch, disse que prepara a pele da atriz com o Antioxidant Hydramist, da Dermalogica, uma espécie de tônico que cria uma barreira hidratante e ajuda a reduzir as linhas de expressão.

O segundo passo é hidratar a pele com um óleo. O maquiador usa o Phyto Replenish Oil, também da Dermalogica. O produto é composto por óleo de camélia, tamanu (que ajudam a restaurar a barreira natural da pele), lipídios essenciais, tais como o de orquídea e óleo de semente de chia (que suavizam as linhas de expressão), extratos de girassol, farelo de arroz e alecrim (que criam um escudo antioxidante contra danos de radicais livres). Só então ele começa a maquiagem.

Sergio já falou que a maquiagem dela é basicamente uma máscara, mas na melhor maneira possível. Nos olhos, ele esfuma a sombra Aqua Cream, da Make Up For Ever, na cor 27 Black, e sela com sombra Sycorax, da NARS. Depois ele aplica um pó bronze somente no centro da pálpebra. Quer reproduzir? Já rolou tutorial inspirado na maquiagem da personagem por aqui.

Dito isso, essa semana circulou na internet a foto de um experimento que você provavelmente já deve ter visto antes, o teste de oleosidade das bases no papel.

O teste em si é cheio de erros. Pra quem não conhece o método, aplica-se um pouco de base num papel e depois de alguns minutos (ou até mesmo horas) é verificado quão molhada a superfície ficou. Tá, mas molhada com que exatamente?

Segundo o teste, com óleo. Mas nem só de óleo uma base é composta. Ela pode ter em sua composição óleo, hidratante, água ou qualquer outra substância que vai umedecer o papel. Depois que (pode parecer óbvio, mas muita gente não se atentou) o papel não é feito do mesmo material que a pele, portanto, a base se comporta de maneira diferente nos dois locais.

E afinal de contas, desde quando o óleo se tornou um inimigo pra pele? Desde que as pessoas passaram a confundir óleo com o sebo. Uma coisa é a hidratação que toda pele precisa, outra coisa é o sebo que ela produz.

A dermatologista Katleen Conceição, referência em pele negra no Brasil, não vê problema em usar óleo no rosto, mas sugere alguns produtos que podem dar mais certos do que outros.

Os óleos de girassol e cártamo, por exemplo, são menos comedogênicos e costumam funcionar para pele mista e oleosa. Eles possuem nota 0 na escala de comedogenicidade, uma tabela que mede a capacidade de um ingrediente em obstruir os poros e vai de 0 a 5. Os óleos de calêndula, semente de uva, ricínio, romã e argan possuem comedogenicidade 1.

Na dúvida, faça o teste. “Acho que depende muito do produto, vale a pena ficar atenta”, diz a dermatologista. Ela também alerta para a quantidade e frequência de uso: somente de uma a três gotas no rosto, de uma a duas vezes ao dia após a limpeza.

Por fim, Katleen lembra que às vezes um produto pode ter baixa comedogenicidade na composição, mas junto a ele pode haver parafina, derivados de petróleo e outroo ingredientes que obstruem os poros. Ou seja, de olho no rótulo sempre.